22 de julho de 2011

Pintura: preparação e proteção

Depois de nos certificarmos que, após emassar e lixadas, as superfícies do modelo não apresentam imperfeições,  podemos passar à pintura.

A pintura é a fase mais delicada e importante da realização de um modelo, a que tem maior influência no resultado final, e a que determina a boa ou má qualidade da consecução dos nossos esforços. Para se obter uma pintura de aparência real é indispensável realizar algumas operações que visam preparar as superfícies para receberem a tinta.

Com efeito, todos os modelos de plástico estão cobertos por uma ligeira camada de gordura (resíduos do processo de injeção) que pode prejudicar o bom êxito do processo de pintura e que deve, portanto, ser eliminada. Também devemos eliminar as "impressões digitais" deixadas sobre as superfícies durante a montagem e o eventual pó acumulado durante o processo de lixagem. Tudo isso pode ser conseguido com uma lavagem completa do modelo, utilizando um pano ligeiramente embebido em água e sabão ou um pincel e álcool (melhor se for de ponta lisa e de grandes dimensões) para eliminar o pó e secar logo que surja qualquer traço de humidade. Em vez de lavarmos o modelo, mergulhando-o na água, devemos colocá-lo debaixo de uma torneira, caso contrário, fica cheio de água nos sítios mais escondidos e demora alguns dias até secar por completo. Antes de começarmos, devemos limpar o local onde vamos proceder à pintura: o ideal é termos uma mesa exclusiva para essa tarefa, mas, se tal não for possível, um plano rígido de apoio (por exemplo, uma tábua de madeira) e umas folhas de jornal coladas com fita-adesiva, para proteger o espaço circundante, também serve. As cabines de aérografo (revestidas interiormente com tecido antiestático) constituem uma ótima solução. E também podemos construir uma, improvisando-a com uma caixa de cartão. O modelo, pronto a ser pintado, nunca deve ser apoiado diretamente sobre a mesa de trabalho, mas, sim, ser fixado num suporte (de preferência com um bom ângulo de rotação) que permita colocá-lo em qualquer posição, dependendo da necessidades da operação, evitando assim tocar-lhe com as mãos. Quer o modelo vá ser pintado a spray ou aérografo, quer a pincel, é normalmente necessário proteger algumas zonas (por exemplo, o cockpit, os poços do trem de aterragem ou zonas já pintadas) para que não sejam pintadas com a cor que estivermos a utilizar nesse momento.

A proteção dos poços e porões pode fazer-se simplesmente enchendo o buraco com algodão (pois tem tendência a descolar-se) ou com Parafilm M, enquanto que para as superfícies exteriores podemos recorrer ao líquido protetor (Maskol, etc.), uma película semi-transparente aplicada a pincel que é facil de retirar depois de seca. A fita adesiva (fita de mascaramento) é indispensável, sobretudo quando precisamos de traçar linhas de separação entre cores limpas e precisas.

É aconselhável o uso de fitas de modelismo (como as produzidas pela Tamiya em diversas larguras) de ligeira aderência, cuja aderência pode ser previamente reduzida colando-as e descolando-as várias vezes na palma da mão.
A fita-adesiva transparente, sobre a qual podemos escrever, é muito útil, pois, após aplicarmos sobre a zona em questão, traçamos uma linha divisória exata e retiramos o excedente com um estilete bem afiado e sem pressionarmos de mais.
As zonas mais extensas do modelo podem ser protegidas com fita de pintor de automóveis e recortadas no formato necessário.

Retire a película protetora dos poços dos trens de
aterragem, só depois de terminada a pintura.

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