26 de fevereiro de 2010

Pz.Kfw IV ausf E - kit Dragon 1/35

Embora produzidos em pequenas quantidades, os primeiros PzKpfw-IV viram ação na Polónia em 1939 e na França em 1940. No inicio da guerra, os alemães consideravam o Pz.III superior ao Pz.IV, mas mesmo sendo apenas carros de combate de apoio, eles foram muitas vezes utilizados contra os tanques franceses, especialmente a distâncias curtas, onde o seu canhão era mais eficiente. Os Pz.IV também participaram na campanha da Jugoslávia, na invasão da Grécia e estiveram também no deserto.

Como aconteceu com outros veículos alemães, eles foram vistos como pouco eficientes perante os carros russos que começaram a aparecer em 1941 onde em algumas batalhas de tanques, os alemães não conseguiram vencer os tanques russos KV-1, mesmo disparando os seus projecteis a curta distância, e tinham que se apróximar demasiado dos T-34 para os destruirem.
Os alemães ainda fizeram entrar aos serviço a versão E e F, com uma torre com mais blindada, antes de alterarem o canhão principal do carro.
As séries iniciais do Panzer-IV com canhão curto, foram produzidas nos seguintes numeros:


Versão A: 35 unidades (a partir de Out/1937)
Versão B: 42 unidades (a partir de Abr/1938)
Versão C: 134 unidades (a partir de Set/1938)
Versão D: 231 unidades (a partir de Out/1939)
Versão E: 200 unidades (a partir de Set/1940)
Versão F1: 470 unidades (a partir de Abr/1941)

Versão F2: 175 unidades (canhão L/43) (a partir de Mar/1942) a versão F 2 é uma versão de transição, pois embora mantenha as características dos restantes veículos, é o primeiro carro a receber o novo canhão longo de 75mm
Total das versões iniciais: 1287 veículos

Numericamente, trata-se do mais importante carro de combate alemão durante a II Guerra Mundial. O Panzer.IV foi o unico tanque alemão produzido durante toda a guerra, e provavelmente durante mais tempo que qualquer outro carro de combate durante o conflito.


O KIT

Esse kit foi iniciado em Janeiro de 2008 e finalizado em setembro daquele mesmo ano. Kit Dragon da series mais novas. incluido PE. e canhão de aluminiu. Montagem na versão original da caixa apenas a com algumas alterações na pintura. Fiz questão de faze-lo mais desgastado possivel , afinal o tanque era veterano da batalha da Africa e o deserto é implacável com tudo e todos. Usei sand Model Master como base para todo o tanque, após a secagem começei o trabalho de desgaste e envelhecimento, todo em pincel  (000) e pinceis velhos. as marcas de descascado foram pintadas a mão com tinta Vallejo, as marcas de ferrugem também. Feita com tintas óleos Sobra Natural marrom, Ocre, Preto, Vermelho Oxido transparente.


 
















Fabricação de um modelo

Os modelos de plástico injetado são os mais correntes no mercado, deles se encontrando grande diversidade. As diferentes peças que constituem um modelo são obtidas por injeção, a alta pressão, de material plástico chamado polistireno em moldes constituídos por meias-conchas de aço, tendo gravados no seu interior os pormenores e os relevos a representar. É evidente que a perfeição das gravuras e a exatidão dos detalhes representar dependem da rigorosa execução dos moldes, qualidade que pode variar de um fabricante para outro. Esta técnica de fabricação oferece a possibilidade de reproduzir peças de espessuras e formas diferentes e de representar detalhes particularmente finos, tais como painéis de estrutura e linhas de rebites num avião, veios da madeira na ponte de um barco, etc. Existem também modelos estampados por vácuo (vacuform). As diferentes peças são moldadas por aspiração num molde (ou forma), por vácuo, e encontram-se reúnidas na mesma folha de plástico. Para montar o modelo é, portanto, necessário recortar cada peça com a ajuda de uma lâmina e ajustá-la com precisão antes de proceder às montagens, sempre delicadas em virtude da pequena espessura da matéria plástica. Este tipo de moldagem por aspiração só comporta detalhes muito reduzidos, sendo constantemente necessário utilizar peças provenientes de outros modelos de plástico injetado, tais como rodas, hélices, motores, etc., para completar a montagem. Este género de molde, que se aplica principalmente a aviões pouco conhecidos que não foram ainda produzidos em plástico injetado, está sobretudo reservado aos modelistas experientes, que desejem construir uma coleção original.





O que é um Kit ?


A palavra inglesa kit (que significa jogo, ou conjunto de construção) substituiu a expressão "caixa de construção" na linguagem dos modelistas e é utilizada actualmente para designar os conjuntos de modelos de plástico. Encontram-se assim à venda kits de importância e de preços diferentes, desde o pequeno avião à escala 1/144, com apenas alguns centímetros de envergadura, até ao magnífico barco histórico de perto 1 m de comprimento. As diferentes peças que constituem o modelo estão reúnidas numa ou várias grades de moldagem; os fabricantes colocam essas grades em saquinhos lacrados para se evitar a perda de peças durante o acondicionamento. Cada peça está presa à grade formada pelos canais de injeção por alguns espigões deixados pelos orifícios de injeção no molde. Na maior parte dos casos, as peças são identificadas por um número gravado, junto de cada uma ou na sua face não visível, após a montagem. Esta numeração consta também das intruções de montagem para indicar a ordem progressiva das operações. Nos modelos mais complexos, com grande número de peças exigindo a moldagem de várias grades, cada conjunto é indicado por uma letra para facilitar a busca e a identificação de cada peça. Nos kits da firma Italeri (ex-Italaerei), por exemplo, apareciam desenhados nas intruções os conjuntos de grades, identificados por um sinal: circunferência, quadrado, triângulo, etc.


Montagem e apresentação das peças

Para facilitar montagens corretas e evitar riscos de deslize durante a colagem, algumas peças constituídas por meias-conchas dispõem de pinos de centragem com uma parte macho e uma parte fêmea; outras dispõem de fendas ou de entalhes colocados assimetricamente, para evitar qualquer risco de erro na montagem. Na maior parte dos kits, as peças são integralmente numa só cor que se aproxima o mais possível da do modelo original a representar. Em certos modelos, as diferentes grades de moldagem são de cores diferentes, consoante a utilização das peças. Assim, num kit de automóvel encontramos uma grade negra com as peças do châssis e outros acessórios, uma grade cor de alumínio para as peças dos cárteres do motor e da caixa de velocidades e a grade das peças da carroçaria conforme a cor do modelo original a representar; existem ainda as peças cromadas ou com o aspecto de metal polido (tratamento anódico da matéria plástica) que representam os acessórios, os cárteres dos motores, as coberturas dos cárteres, etc. Todavia, se a apresentação destas peças em metal cromado ou polido dá um aspecto muito realista aos modelos das viaturas e das motos, é raro que as peças pintadas integralmente dêem o mesmo resultado numa carroceria de automóvel ou na parte "ciclo" de uma moto.
É sempre melhor, nestes casos, aplicar uma pintura. As peças transparentes servem para representar as partes vítreas de um modelo: pára-brisas, vidros, luzes, canópi dos aviões, etc.; são moldados da mesma maneira em polistireno transparente. Estas peças devem ser manipuladas ainda com maiores precauções, porque a matéria plástica se parte e risca com facilidade. Em cada kit inclui-se também um conjunto de motivos de decoração, quer sob forma de decalques molhado em água para soltar os motivos, quer sob forma de aplicações a seco (género Letraset). No que respeita aos modelos de aviões ou de veículos militares, pode-se geralmente escolher entre diferentes versões propostas na folha de instruções. Os motivos correspondentes constam do conjunto de decorações: distintivos, insígnias de unidades, matrículas, etc. Enfim, encontra-se em cada kit uma folha de instruções de montagem, ilustrada com desenhos e, por vezes, com fotos representando as diferentes fases de montagem do modelo que ajudam a compreender o modo de proceder. Note-se, a este respeito, que nem sempre os textos são indispensáveis e que algumas folhas de instruções nem sequer têm texto; as operações a efetuar, como, por exemplo, "colar" ou "não colar", são indicadas nos desenhos por sinais ou símbolos que permitem uma compreensão "internacional".



Legenda de símbolos gráficos utilizados pela "Airfix" para descrever as operações a realizar.


 
Utilização de metal em certos modelos
 
Alguns kits, principalmente para modelos de automóveis e motos, contêm peças de metal injetado (die-cast), em complemento das peças de matéria plástica, que permitem a construção de partes mecânicas funcionais: suspensões de molas, quadros de motos,  discos de freios, etc. O metal é, aliás, cada vez mais utilizados por
alguns fabricantes que produzem agora kits mistos de plástico e de metal. Foi assim que a empresa italiana Protar, especializada na reprodução de motos de desporto e de competição à escala constante de 1/9, apresentou uma série de modelos que incluiam o quadro, a suspensão traseira funcional, fabricados em metal branco injetado, e minúsculos parafusos metálicos para efetuar as montagens; somente algumas peças de plástico eram de colar. A fábrica americana Monogram produz também uma série de viaturas à escala 1/24 com carroceria inteiramente de metal injetado, montada num châssis composto de peças de plástico. A firma italiana Pocher, especializada em modelos de automóveis "grand standing" à escala 1/8, utilizou o plástico para a carroceria e os acessórios, a borracha para os pneus, o couro para os assentos e as guarnições das portas e o metal (latão) para as partes mecânicas funcionais. Existiram também modelos de automóveis inteiramente executados em metal injetado, produzidos pelas fábricas Hubley, Auto-Replica, etc.

8 de fevereiro de 2010

A construção de um ambiente

Um diorama é um conjunto de modelos (aviões, tanques, figurinos, veículos, etc.), sobre uma base devidamente ambientada, que pretende representar uma cena real ou imaginária. O diorama tem sido sempre muito popular em modelismo, sobretudo quando representa temas bélicos, embora nos últimos anos, tenham aparecido trabalhos bastante bons sobre outros temas (desportivos, "fantásticos", etc.). Nesta caso não será abordada a construção de um diorama, mas sim a de um ambiente simples (base ou vinheta) para os seus modelos acabados.


Uma vinheta oferece vantagens sobre uma base mínimamente decorada, e evitam-se manuseamentos desnecessários nos modelos em causa. A construção destes simples ambientes proporcionam-nos a experiência necessária, para que mais tarde, com maior segurança e confiança, se realize um diorama. Para começar, necessitará de um suporte, que pode ser uma placa de aglomerado de 15 mm de espessura, apropriada às medidas do modelo que vai receber.


Para um bom acabamento, devem-se chanfrar os cantos da madeira ou utilizar uma moldura. Em ambos os casos, terá de cortar os quatro lados em esquadria (ângulo de 45º), começando pelos mais largos se houver necessidade de rectificar. Uma vez cortadas à medida, as ripas serão coladas à placa de madeira de base (não se preocupe demasiado com a perfeição da esquadria; por vezes, e por muito que se tente, não sai perfeita). Cubra as falhas com cola branca, e uma vez seca, nivele com lixa. Se a moldura for envernizada, apenas se notarão esses retoques. De seguida, reúna os materiais necessários para criar o ambiente: cola branca, areia fina, algumas pedras, ramos de tomilho, musgo finlandês, pasta de madeira (cola branca misturada com serradura muito fina) e uma espátula de modelar.

Outros materiais úteis são o Matte Medium artístico, pasta de papel, brochas e pincéis velhos, argila, pigmento (tinta em pó), etc. Mistura-se a pasta de madeira com água para obter uma massa homogénea e preenche-se o interior da moldura até atingir o nível necessário. Se quisermos, podemos agregar à pasta algo como pigmento (para a colorar), ou misturá-la com areia, pedra-pomes e pequenos ramos de tomilho, adicionando também um pouco de cola branca, para dar mais consistência à mistura. Tudo o que possa transmitir realismo à cena é válido. Enquanto que a pasta está húmida, pode-se colocar um pouco de musgo ou um ramo de tomilho, e também marcar os rodados dos veículos, se acharmos conveniente.


Em certas ocasiões, interessar-lhe-á reproduzir um terreno arenoso, que conseguirá misturando cola branca com água e polvilhando com areia. Uma vez seca, retira-se a areia em excesso e pinta-se, utilizando a técnica do pincel seco. Como complemento, devem-se utilizar as seguintes técnicas, igualmente válidas:


Lavagens: mistura de muito solvente (terebentina) e pouca tinta, que se aplica aos poucos, com um pincel grosso.
Defumados: traços a pincel, cujas uniões se "fundem" com suaves retoques de solvente.

Pintura em fresco: adição de cores sobre a base ainda fresca, misturando-as com movimentos rápidos do pincel.

Estas técnicas, em conjunto com o pincel seco, são válidas tanto para pintar com as tintas de esmalte habituais, óleos ou acrílicas.


O procedimento básico pode ser apreciado nesta fase. Foram usadas têmperas e tintas acrílicas, indistintivamente, pelo que se podem misturar. Sobre o terreno já terminado, foi aplicada uma lavagem de cor negra. Deixa-se secar muito bem entre cada de mão, para que as cores não se misturem entre si. Depois, com a técnica do pincel seco, são dadas sucessivas camadas de sombra natural, ocre, ocre misturado com branco e branco misturado com um pouco de ocre.

Quando o terreno o peça, pode-se aplicar por cima de uma lavagem de cor negra ou sombra natural, cores como o vermelho, o verde e o cinzento; na continuação, procede-se como anteriormente referido. Terá também de variar as cores base, conforme cada caso. Assim sendo, um terreno desértico terá de ser tratado desde o início com cores mais suaves, ao contrário de uma paisagem serrana. 


Em primeiro lugar, deverá aplicar uma lavagem de base, misturando cores como siena queimada (burnt sienna) e ocre claro, para que depois se possa aclarar em sucessivas passagens a pincel seco, até chegar ao branco quase puro. Como complemento, ficaria adequada alguma vegetação característica. Em segundo lugar, pinta-se com cores como o sombra natural, para que depois se possa aplicar a pincel seco, cores como o amarelo escuro (Dark Yellow ou similar), finalizando com pequenos retoques desta última cor misturada com muito pouco branco. Alguns pedaços de musgo estratégicamente colocados, concluem o trabalho.


Se utilizar tintas de óleo, dilua-as com terebintina (nunca com diluente - demorarão semanas a secar), até que tenham a mesma consistência das tintas de esmalte (enamel). Se não existe nenhum kit no mercado que satisfaça as suas exigências, pode construí-lo você mesmo. Também aqui pode ajudar uma foto ou desenho similar ao que se pretende realizar.

Para pintar uma paisagem "fantástica", não se deixe guiar por nada existente, use a imaginação e as cores que quiser, com a condição de as "fundir" bem, e aproveite para experimentar. Anote as cores e a ordem das misturas que utiliza, para que de futuro possa repetir "aquele" efeito que tanto gostou. Se quiser incluir uma pequena construção no seu ambiente, o seu tratamento deverá ser similar ao que o terreno recebeu.


Se a construção é um kit de plástico, utilizam-se tintas de esmalte, tintas de óleo ou uma mistura de ambas para a decoração. Começa-se por dar uma de mão de brancomate como primário. Depois, inicia-se a pintura, utilizando as cores adequadas.


Se o terreno que lhe interessa reproduzir é rochoso, utilize contrastes fortes, tanto nas cores de terra como nos cinzentos. Finalize com um ramo de tomilho, para auxiliar ao efeito. Como materiais básicos, podem ser utilizadas placas de madeira aglomerada, balsa, ripas de madeira, etc. Se não é muito experiente, começe por ambientes simples para os seus modelos. Não tenha pressa, pouco a pouco, e sem se dar conta, irá iniciando projectos cada vez mais complexos.


Autor: rkowas

3 de fevereiro de 2010

Sd.Kfz.11/4 Nebelkraftwagen Wurfrahmen 40

O mais leve de todos os veículos meia-lagarta especificamente produzidos para utilização militar como veículo de apoio, apareceu pela primeira vez em 1934 e foi inicialmente concebido pelas empresas Hansa-Lloyd e Goliath. As duas empresas mais tarde vão-se juntar para formar a Borgward AG, mas o contrato para o fornecimento será atribuido à Hanomag em Hannover no norte da Alemanha.
A produção em série começou em 1939 e a versão básica era destinada para utilização como tractor de artilharia, nomeadamente as peças de calibres médios de 75mm e 105mm.
Mais tarde, com o aumento dos calibres das peças de artilharia anti-tanque, os SdKfz-11 também passaram a ser adoptados para rebocar canhões de 75mm como o PaK-40.
Com um motor de 100cv, o SdKfz-11 era mais pequeno e mais barato de produzir e mostrou ter tanta potência disponível quanto outros veículos do tipo.

É por essa razão que a produção do SdKfz-6, mais caro e menos eficiente, acabou por ser suspensa em 1941. O SdKfz-11 passou nessa altura a ser o principal tractor de artilharia para as unidades equipadas com a peça de 105mm de artilharia alemã, modelo LeFH-18.

Este veículo também podia rebocar os sistemas de lançadores de foguetes de artilharia do tipo Nebelwerfer.
O SdKfz-11 esteve am produção durante toda a II Guerra Mundial, tendo sido produzidas cerca de 9.000 unidades.

Por ter sido um dos veículos mais produzidos, o SdKfz-11 também teve várias versões adaptadas às necessidades. A principal modificação consistiu nos veículos de transporte de munições para os vários sistemas Nebelwerfer.


SdKfz-11/1 : Transporte de munições (foguetes) para o sistema Nebelwerfer 35 / 40.
SdKfz-11/2 : Unidade de descontaminação química.
SdKfz-11/3 : Unidade lançadora de gás (nunca utilizada)
SdKfz-11/4 : Transporte de munições (foguetes) para os sistema Nebelwerfer-41 (150mm).
SdKfz-11/5 : Transporte de munições (foguetes) para o sistema Nebelwerfer-42 (210mm).



Fonte: aremilitar.net

 
Kit AFV Club 1/35
Sdk.Fz 11/4 Nebelkraftwagen 3 Ton semi-track
Camuflado na versão: Franca Normandia 1944.








Modelista: Lambert