6 de dezembro de 2010

Mack 2,7.5 ton 6x6 (1939) - 1/72

Modelo muito bom de montar , sem muitos reparos apenas cuidado na montagem. A resina é de ótima qualidade e muito detalhado cheio de peças muito pequenas. Fantasiei um pouco e fez o modelo na versão da FEB (a FEB não teve esse veiculo em suas fileiras)

Fabricante Wespe Models





Modelista: Lambert

22 de novembro de 2010

Perguntas freqüentes sobre as técnicas de pintura AFV

Esta TUDO aqui no livro de Miguel Jiménez a "Biblia da Militaria"



10.000 visitas !!!!

Com muita alegria, o blog chega ao número de 10.000 visitas…
OBRIGADO A TODOS QUE FAZEM O BLOG…Espero que o blog tenha ajudado a cada pessoa, em cada visita.

Meus agradecimentos.


A montagem do cockpit

Para que um modelo fique bem feito é necessário prestar a mesma atenção à montagem e pintura das superfícies exteriores de zonas menos vísiveis, como o cockpit, os interiores dos porões das bombas e do trem de aterragem, motores, etc. O cockpit reveste-se de particular importância, quer pela complexidade e quantidade de detalhes que o caracterizam, quer por ser a parte do modelo à escala que mais atrai a atenção e curiosidade de um observador externo.
A montagem e pintura do cockpit não apresentam dificuldades especiais em relação ao resto do modelo, exepto o fato de o pequeno tamanho das peças exigir uma maior atenção, sobretudo na disponibilidade de instrumentos adequados (são indispensáveis pinças e pincéis de ponta redonda de pequeno diâmetro e com cerdas de boa qualidade). De um ponto de vista modelista, o que distingue o cockpit do resto do modelo é a necessidade de acrescentar detalhes que, terminado o trabalho, permitirão melhorar de forma substancial o aspecto geral do avião. Não há nada pior que um modelo, aparentemente bem construído, mas que, visto de perto, revele ter sob a canópia uma simples e triste simulação de piloto e assento.

Pode ver-se um modelo perfeito do cockpit de um F-16 (1:32), através do qual se pode avaliar o cuidado que é necessário para se obter uma réplica deste género.


Para se obter um bom resultado é absolutamente necessário não esquecer que as peças devem ser recortadas em separado, antes de serem montadas e antes da colagem das duas metades da fuselagem. No que respeita aos detalhes, é possível obter bons resultados, com pouco esforço, fazendo apenas sobressair os mais visíveis, sem ter pretenções de reproduzir tudo o que se encontra no cockpit. Elementos que nunca devem faltar num cockpit são: a manche de comando, muito simples de fazer com um pouco de sprue estirado na chama com o diâmetro adequado e um alfinete, e os cintos de segurança do assento, feitos com tiras de masking-tape ou folha de alumínio pintadas de cor clara em tons de beige. Um toque de maior realismo pode ser conseguido através dos fechos dos cintos, reproduzíveis à escala mais pequena (1:72) pintando em prateado ou alumínio as extremidades dos próprios cintos. Outros pormenores fáceis de realizar são os comandos de alimentação do motor (uma ou mais alavancas situadas na parte esquerda da fuselagem) e, nos aviões da Segunda Guerra Mundial, o retrovisor fixado sobre o painel de instrumentos, característico dos aviões modernos, em troca dos HUD (Head Up Display, literalmente "painel de cabeça alta"), cuja função é dar ao piloto dados úteis sobre o voo sem que se distraia da visão exterior. O HUD está colocado sobre o painel e pode ser facilmente representado por um rectângulo de acetato ou de plasticard transparente.

Pode ver-se o cuidado nos pormenores do painel de instrumentos e HUD de um F-104 (1:32).



O assento ejetável é de particular importância nos cockpit dos aviões modernos , mas as peças existentes na caixa do kit reproduzem-no frequentemente com pouco detalhe. Uma excelente alternativa ao difícil trabalho de moldar a peça original é a sua substituição completa por um assento do mesmo tipo produzido por firmas especializadas nestes acessórios, como a Verlinden, Extra Tech, Cutting Edge, True Detail, etc. Por último, é preciso prestar especial atenção à colocação correta da peça que representa o painel (quase sempre pintada de preto, cinzento-escuro ou verde-tropa) e, se existem, à colocação dos decalques que reproduzem os instrumentos.


Assento ejectável em resina (1:32).


Painel de instrumentos de um Bf109E (1:32), onde se podem ver os manómetros detalhados.

27 de outubro de 2010

De volta

Após um breve periodo parado estou de volta ao blog, para postar novos artigos e mais fotos de modelos. uma sugestão de um leitor assiduo do nosso blog.

Um abraços Sr. Iguaracy, CE

Decalques e acabamentos

Em qualquer caixa de montagem, além das peças para construir o modelo e manual de instruções, encontra-se outra folha, a das insígnias (Decais). Graças a estas decais poderemos caracterizar o nosso avião pela nacionalidade, unidade, período histórico e, muito frequentemente, podemos chegar mesmo a identificar o nosso modelo com um exemplar específico, e único, do avião verdadeiro. Assim, as insígnias cumprem a importante função de "identidade" do modelo, conferindo-lhe um ar e uma história bastante precisos, e é por isso que devemos verificar a sua correspondência com as originais, não só no que se refere à forma e cor de cada uma das insígnias, como também à existência de todas as necessárias nas que são fornecidas com a caixa de montagem: deve ter-se em conta, por exemplo, que alguns kit de aviões alemães da Segunda Guerra Mundial não tenham a insígnia (uma cruz suástica) para aplicar na deriva, sobretudo se se pretende obter uma réplica fiel ao original. As eventuais lacunas das folhas de decais podem ser ultrapassadas utilizando os produtos de firmas como a Superscale, FCM, Tauromodel e outras, especializadas na produção e comercialização de folhas de insígnias variadas. O grande número deste tipo de folhas atualmente disponível no mercado permite, mesmo, a reprodução de várias versões, históricamente significativas, de um mesmo avião. As insígnias de um avião podem ser reproduzidas com decais de água, com decalcáveis ou, até, pintadas no modelo. Os decalcáveis são raros (os únicos kit que os trazem são os do Macchi Mc 202 e do Macchi Mc 205 da firma italiana Supermodel, à escala 1/72) e têm, em relação às decais habituais, a vantagem de eliminar o problema da visibilidade do suporte transparente do contorno. Um senão: estes decalcáveis só podem ser aplicados uma vez no modelo, e requerem, por isso, um cuidado extremo na colocação. As decais também podem ser substituidas pintando-se diretamente as insígnias, mas isso só é possível nos modelos maiores e, seja como for, no caso das mais simples. As decais são o melhor meio para reproduzir facilmente, com realismo e de uma forma econômica, qualquer tipo de insígnia, desde as mais simples às mais complexas.

Os decais são os motivos de decoração mais correntes, fornecidos nos kits de modelos de plástico


No entanto, por vezes os resultados obtidos não são satisfatórios: as decais não aderem bem ao modelo, as superfícies apresentam pregas e bolhas, o contorno transparente adquire um aspecto brilhante que prejudica o realismo da insígnia e, assim, de todo o modelo. Estes problemas podem ser evitados se se seguirem algumas indicações simples que nos permitirão aplicar corretamente as decais e conseguir um resultado final em pleno realismo. Antes demais, recorda-se que as decais têm que ser mergulhadas na água, uma a uma e não todas juntas na folha de suporte. Além disso, é preferível utilizar um pequeno pires com água do que um copo: assim será mais fácil recuperar uma decais do fundo ou reutilizar uma que se tenha dobrado. Quando a cola estiver suficientemente "derretida", permitindo que a insígnia se solte da folha de suporte, devemos evitar tocar diretamente na decal com os dedos, sendo por isso conveniente utilizar um pincel, a lâmina de um estilete ou uma pinça para a colocar sobre o modelo. A seguir, temos que eliminar o excesso de água, secando delicadamente a decal com papel absorvente ou com um cotonete e deixando-a repousar o tempo suficiente (um dia para o outro) antes de voltarmos a manusear o modelo. O pior problema das decais é o brilho do contorno tranparente quando são aplicadas sobre um fundo mate, mas este pode ser evitado se dermos sobre todo o modelo uma de mão de verniz transparente brilhante antes de aplicar as decais. Depois, uma de mão de verniz transparente Fosco, também aplicado sobre as insígnias, dará um acabamento uniforme ao modelo. De grande ajuda para um resultado de notável realismo serão alguns produtos (Superscale, Decal Soft (Revell), Solvaset, Gunze Sangyo, etc.) que, ao amolecerem as decais , fazem com que elas adiram perfeitamente.

A colocação das decais, é uma das etapas mais traiçoeiras para os modelistas, na construção de um modelo, devido à falta de importância que se lhe é atribuida, aplicando assim os decalques em bruto, tal qual são retirados da folha, sem sequer serem apropriadamente cortados. Manda a regra, que para se aplicar corretamente um decal, mergulha-se o mesmo em água, e aguarda-se que se desprenda do papel, aplicando-o assim no local desejado. Devido aos recentes avanços tecnológicos a nível de produtos, que para além de conferirem a sua fixação aos modelos (ao invés da utilização de água), fazem com que estes se moldem às ranhuras, relevos e sulcos do modelo. Torna-se então imperativo, o uso de solventes especializados para decais. Maior parte das decalcomanías são reagentes à água, frágeis e facilmente danificáveis, especialmente quando não são manuseadas com particular cuidado. Lembre-se, que a maioria das superfícies dos modelos são irregulares e contém detalhes. As decais são desenhadas para serem aplicadas sobre superfícies suaves.