16 de setembro de 2009

A pintura de Camuflagens


As camuflagens devem ser sempre realizadas com tinta fosca, aplicada sobre veículos ou aviões militares. Embora certos documentos possam aconselhar uma pintura semigloss (semibrilhante), convém não esquecer a redução à escala para atenuar ou suprimir os reflexos nos modelos deste género. Nas instruções de modelos bem concebidos encontrará aspectos de conjunto, indicando a delimitação das diferentes cores de camuflagem a empregar, com a referência exata segundo a época e o teatro de operações. Uma documentação autêntica permite verificar a exatidão das indicações dadas e retificar, eventualmente, alguns erros. Poderá também, partindo desta documentação, optar por outra versão que lhe agrade mais ou tenha mais interesse para a sua coleção. As tintas a empregar são geralmente normalizadas, visto que os engenhos militares ou os aviões de cada nacionalidade se caracterizam por um esquema de camuflagem que pressupõe cores especialmente referenciadas. Mas existem muitas exceções, e parece que o exército alemão detém recordes no que respeita à variedade de camuflagens aplicadas no seu material durante a Segunda Grande Guerra. A camuflagem de base de um veículo terrestre ou de um avião era frequente e rapidamente modificadas nas próprias unidades de combate, em função das alterações do teatro de operações ou do clima.

Esquema de camuflagem de Inverno de um JU-87 Stuka da Luftwaffe.
Alguns tipos de camuflagem, em particular os que têm padrões de manchas ou os que têm linhas divisórias entre cores esbatidas, em vez de bem definidas, são geralmente díficeis de realizar; se utilizar um aerógrafo (o instrumento mais prático para estes casos) pode-se tentar, mas só depois de alguns ensaios sobre um resto de plástico ou papelão, tendo especial atenção à distância entre o aerógrafo e o modelo, a regulação da pressão de ar ou de gás, e a abertura do difusor.
Também é possível usar a técnica de masking, ou de "moldes", cortados de diferentes formas em cartolina ou em plástico fino ou fita tipo tamiya ou similar, que se mantêm a alguns milímetros de distância da superfície da pintura; dessa forma, o jato do aerógrafo ou do spray criará manchas de contornos mais ou menos esbatidos consoante a distância entre o modelo, a "máscara" e o ângulo com que se aplicar a tinta. Esses efeitos não poderão ser obtidos com um pincel, mas, mesmo que não disponha de um aerógrafo, há alguns truques que o podem ajudar a obter manchas e esbatidos, com suficiente grau de realismo. Se tiver, por exemplo, um pincel velho, pode voltar a usá-lo, recortando-lhe a ponta, de forma a que a extremidade fique plana; molha-se a ponta com um pouco de tinta, e uma vez eliminado o excesso, passando sobre um resto de plástico, efetuam-se as manchas, apoiando delicadamente a ponta do pincel sobre a superfície do modelo; também poderá, simplesmente, começar por desenhar as linhas exteriores do padrão de camuflagem com um lápis sobre a superfície do modelo. Depois procederá à pintura com o aérografo, seguindo os padrões. Também poderá obter resultados satisfatórios substituindo o pincel por uma seção de esponja, graças à qual será mais fácil realizar não só as manchas, mas também os esbatimentos de separação entre as zonas de cores, como as que muitas vezes se apresentam entre pinturas de partes superiores de asas, inferiores e fuselagens. As redes de camuflagens, muitas vezes tranportadas pelos veículos em operações e dioramas, podem ser feitas com tiras de gaze previamente pintadas com as cores apropriadas e depois de lhe ter sido dada a forma devida.

3 comentários:

  1. Lambert,
    achei interessante essa sugestão de usar gaze para fazer redes de camuflagem. Poderia explicar melhor a técnica??

    Abraço

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  2. quem não tem aerógrafo que é o meu caso, como fazer manchas de camuflagem?

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  3. A unica saida é fazer manualmente no pincel; vc não vai consegui o efeito esfumaçado como nas fotos ou na maioria dos modelos. mas pode fazer um bom trabalho principalmente em escala menores como 1/144 e 1/72.

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