24 de agosto de 2009

Ambientes e Dioramas

Com um diorama , representa-se uma cena, real ou imaginária, na qual se insere, ambientado com os outros elementos, o modelo que construímos. A construção de um diorama, seja ele simples ou complexo, deve ser sempre planificada antes da montagem do modelo. De facto, é frequente que a cena que tentamos reproduzir exija a intervenção do modelo através de modificações que seriam impossíveis de realizar numa fase avançada da montagem e que, por isso, devem ser previstas e decididas a partir do momento em que começamos a colar as primeiras peças. Também no que diz respeito à ambientação do modelo, tudo deverá ser pensado e decidido à priori. Assim, deveremos ter ideias bem claras quanto às dimensões exactas do diorama, quanto ao tipo de terreno, quanto à disposição dos elementos envolventes, quanto à eventual presença de veículos e figuras, etc. Nada deve ser improvisado nem reordenado numa fase posterior, quando já iniciamos a construção do diorama. É indispensável uma planificação atenta para evitarmos comprometer todo o trabalho por causa de um erro de cálculo das dimensões de elementos-chave do diorama ou, mesmo, por falta de alguns deles. Além disso, saber exactamente o que se pretende obter (e sobretudo, como o realizar) ajudar-nos-á a escolher projectos que estejam realmente ao nosso alcance, evitando sermos vítimas do entusiasmo por empreendimentos demasiado ambiciosos e superiores às nossas reais capacidades. Um bom diorama não deve apenas estar bem feito, também precisa ser verosímil e correcto do ponto de vista da reprodução histórica. Não se trata apenas de prestar atenção à realização material, também devemos cuidar do aspecto e da fidelidade histórica de todos os elementos presentes no diorama e da total veracidade da cena que tentamos reproduzir. Erros como colocar um modelo num lugar onde nunca esteve ou inserir num diorama elementos pertencentes a épocas diferentes podem ser evitados recorrendo sempre à evidência de testemunhos seguros, como fotografias ou documentos. Existem livros que apresentam as melhores obras de famosos modelistas, como François Verlinden ou Shepard Paine, nos quais nos podemos inspirar tanto para projectar o nosso diorama como para imitar as técnicas utilizadas. Entre as maiores dificuldades que a realização de um diorama pressupões conta-se a obtenção dos elementos indispensáveis que darão ambiente ao nosso modelos. A disponibilidade deste tipo de acessórios não é muito ampla, mas o seu número cresceu consideravelmente nos últimos anos. Poderemos servir-nos particularmente de kit's de acessórios aeronáuticos como os produzidos pela Revell, Fujimi, Hasegawa e Airfix. Outras marcas como Verlinden Productions, Woodland Scenics, PP Aeroparts, Belgo Models, etc., caracterizam-se pelo fabrico de acessórios para dioramas: uma vista de olhos pelos seus catálogos poderá satisfazer as exigências da maioria dos modelistas. Também não devemos afastar a possibilidade de utilizar materiais produzidos para outros fins, como os inumeráveis acessórios para os miniaturistas de caminhos de ferro ou de soldados às escalas HO (1/87) e 1/72.



Muitas vezes não será necessário dispor de grandes quantidades de material, como no diorama apresentado nesta página: um avião, duas viaturas militares, e meia dúzia de figuras, bem realizadas e bem colocadas, conseguem reproduzir com expressividade e eficácia a atmosfera desejada, seguramente mais fácil de obter que outras composições mais complexas que costumam resultar, quase sempre, demasiado dispersas e confusas.



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